Levados Pela Poesia

sábado, 31 de março de 2018

DELIRO-NOS

Lembra-me de ir aonde a força suporta som,
Então irei a lugar nenhum, para me desgastar,
E desvanecerei no caminho dos anjos.
Nunca estive tão certa...

O exato segundo faz-me entrar em êxtase.
Minha dislexia eu me tornarei em vida finda.
Voa em um não-destino, toma-o como seu,
Não posso ver sensatez do entono em frenesi.

Esta não é a primeira vez que parto.
Morta, me sinto tão viva, em um desatino.
Demandas trazem um “tire-me”,
Um estimulado em sua divisão saberia concordar.

Ganho o pomar para sê-lo,
O eflúvio deveras implica o subsídio de si contigo.
Chora desesperadamente em um suspiro,
Desaparece por um único delírio.

Todo gentil agreste visitará o funeral de seu nascimento.
Não sou mais do que alguém que permaneceu,
E devo ser enquanto me torno,
Enquanto estou,
Enquanto jamais serei.

2014,
Thais Poentes

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