Levados Pela Poesia

sexta-feira, 30 de março de 2018

MAGISTÉRIO DE ARRECADAÇÕES

A foice se atrai por mim;
O raio me observa;
A chave, sem fechadura, me pertence;
Há um rasgo por cada passo que dou;
A ruindade alheia é predominante;
Uma cena que me almeja;
Uma mentira faminta me mira;
A voz do distúrbio;
O gelo que ainda não se desfez.

A frustração, esta sou eu,
Atravessando uma trilha rumo ao fim.
Enfurnada em buracos, quais,
Com o passar do tempo,
A lama os faz mais profundos,
Conforme a chuva cai.

O pedaço de indignação;
O ar que estou procurando;
A pedrada ainda latejante;
O espiral me esperando;
O trajeto que estou evitando;
A raiva que me exalta ardentemente;
Desgraças que estou esperando;
A brecha que estou cedendo;
Folhas secas que me encobrem.

Nunca desprezei meu inconsciente
Por momentos desgastantes.
A explosão do sangue frio
Fere a floresta da crença.

Sirva a flecha do meu corpo,
Deixe que venha mais do vermelho,
Garanta que tenha o suficiente para o Sumir;
Jogue o que restar naquela torrente.

Sugando menos, a cor morta desaparece.
Contemplando a noite, quebre o que não for.
O mais importante dever de reservar,
Não deveria me servir, mas está aqui.
Arranque o que der
E me afogue no vinho da maré.
Fardo arrecadado, permitindo flocos de medo.
Dosagem excessiva, fluindo no solo do insolente.

E a rachadura do polir, eu ignoro a mais;
No acordar do agora, eu permaneço deitada.
A ênfase da insolência vem para o suor.
Todos os meus quesitos arruinados,
O silêncio põe em teste.
Houve uma vez que durou eternamente, o ir.

Verídico o abolir deixado para trás.
Existem importâncias supridas,
Está aí o pesar da alma ofegante.
Doendo em meus olhos, o aperto provocado.

2013-2014,
Thais Poentes

Nenhum comentário:

Postar um comentário