Levados Pela Poesia

terça-feira, 20 de março de 2018

OP.19 N.02 - LEIA

Pois escrever cansa,
E como criança,
Quero atenção para estas letras vis.

No início da vida, só há o viver,
Depois você aprende a conviver,
E acabamos nos esquecendo disso.

Saudade da vida, é verdade,
Eu lembro como ela era,
QUando não era apenas "convida".

Você aprende todas as regras,
Regras que você não votou,
Regras das quais você não criou.

Você não tem mais opção,
Você está vivo!
Não te contaram como seria?

Que pena! É assim a doce vida.
70 mil anos e 10 mil gerações,
Separando-o de todas as decisões.

Decisões?! Direitos?! Ideologias?!
Tudo é levado com o vento,
O velho luta, o novo ri, e o ar?

Ele venta.
Um destino apontado para a morte,
Cujo objetivo é o fim, já morri.

Nada me transborda como a poesia.
Mas escrever já não vive,
Quem escreve morre de fome.

Passei da hora, envelheci,
Não tenho mais esperança alguma,
Será que me contratariam?

Aceito um belo de um café,
E uma morte pouco dolorosa.
Que tal agora?

Viver é uma coisa de loucos,
Pois somente quem delira ri,
Sente-se satisfeito com a loucura.

Acredita em deuses imaginários,
Em forças sobrenaturais,
Em destino e na personalidade.

Só quem vê o que não existe,
Quem enxerga espíritos,
Quem sente energias estranhas,

Quem luta pelos homens,
Quem luta pelas mulheres,
Ou então pelso pobres coitados.

Só quem acha que tem sentido,
Que sua vida constrói razão,
É que é realmente feliz.

Quem vê o mundo real é triste,
Nada lúdico, é apenas isso.
Sem esperança.

Será que a melhora existe,
Ou você apenas se convence?
O mundo está melhorando? Não!

- Augusto Fossatti

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