Levados Pela Poesia

domingo, 25 de março de 2018

OP.24 N.2 - MEUS 24 AMORES

Marina, vinda dos mares,
Conquistou cedo meu coração,
Foi a primeira de todas elas,
Minha original inspiração.

Damares, tão forte e fria,
O primeiro amor de escola,
Daqueles que te faz triste,
Só de saber que vai embora.

Viviane, tão loira e feliz,
Sorridente quase toda hora,
Chamativa como um chafariz,
A primeira a me dar um fora.

Ana Paula, pouco tempo a vi,
Mas o pouco foi o suficiente,
Para cair de amores sinceros,
Mas jamais deixar iminente.

Camila, a primeira carioca,
Seria impossível me esquecer,
Dos "te amos" tão carinhosos,
Dos quais gostaria de reviver.

Vanessa, a primeira franja,
Odia-va lhe vê-la chorando,
Mas jamais lhe contei isso,
Não sabia que estava amando.

Débora, dos olhos chorosos,
Tão linda em seu sorriso vil,
Quando você aparecia tão bela,
Fazia-me parecer um imbecil.

Esther, a segunda carioca,
Tanto tempo nos relacionamos,
Uma pena que eu era idiota,
E destruí o que representamos.

Tainá, jamais lhe esquecerei,
Meu primeiro beijo de língua,
Quem esqueceria de algo assim?
É memória que jamais se finda.

Bianca, é o mesmo da Tainá,
A primeira de todas as damas,
Tocou meus lábios rapidamente,
Memória que ainda gera dramas.

Thamires, não consigo deixar,
Não é de meu estilo remoer,
Mas a maldade que fez comigo,
Ainda faz meu coração arder.

Mayara, éramos água e vinho,
Como bons caninos e felinos,
Que se encontram por acaso,
E se tornam grandes amigos.

Bruna, seus fios de cabelo,
Suas bochechas rosadas,
Seu cheiro, sua companhia,
Uma das minhas mais amadas.

Luana, foi tão pouco tempo,
Ainda assim pegou o momento,
Em que mais fraco eu estava,
Foi um dos, ou pior tormento.

Ellen, a primeira mais nova,
Se pensar, até já era hora,
Mas sem nem mesmo raciocinar,
Mandou-me embora com um fora.

Elisa, a mais baixa de todas,
Tão nobre, fria e descolada,
Seus piercings eram bonitos,
Mas sua mente era muito alada.

Michelle, a primeira baiana,
E única, se formos pensar,
Chamava-me de anjo da guarda,
Porque eu não podia imaginar.

Thaynara, que beijo molhado,
Saboroso e demorado. Perfeito.
Era a mais original de todas,
Trocou-me por um amigo do peito.

Thaís, não há palavras, nem ar,
Nosso abraços intermináveis,
Duravam horas e tantas horas,
Eram sentimentos inabaláveis.

Fernanda, a segunda franja,
Sua voz era doce como o mel,
Suas palavras poesia de cordel,
E aquel nobre dom no papel.

Jaqueline, a tericeira franja,
Esta pela qual sou confuso,
Jamais entendi nada daquilo,
Talvez faltasse um parafuso.

Paloma, aqueles cachos lindos,
Suas roupas de "reggae girl",
Queria que aquele seu sorriso,
Tivesse encontrado com o meu.

Thayla, é melhor ficar quieto,
Não direi muito para não chorar,
O grande amor platônico da vida,
É sempre difícil de relembrar.

Natasha, minha amada querida,
Aqui esta história findou,
E enfim ancorei meu espírito,
E enfim meu coração acalmou.

- Augusto Fossatti

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