Levados Pela Poesia

terça-feira, 6 de março de 2018

CORPO DE MULHER (OP.5 N.9)

Nasce tão liso, todo perfeito,
Cada milímetro uma descoberta,
Sem sentido quando está coberta,
Escondendo sua beleza esbelta.

Naturalmente feito para olhar,
Para tocar e poder deslizar,
As mãos sobre todas as curvas,
E se permitido poder beijar.

Corpo tão magro e tão fraco,
Que encanta ambos os sexos,
Corpo tão belo e inesquecível,
Todos os traços, vivos, estéticos.

Cada volta, cada pedaço oculto,
Cada dobra e ponto escondido,
Não existe comparável beleza,
Para outra natureza, a tristeza.

Pois inveja a perfeição existente,
Que em nada mais é presente,
Apenas ali, neste pequeno ser,
O mais belo e vivente existente.

Seco ou molhado, atrapalhado,
Sempre tão frio se comparado,
Com o tato apurado tão forte,
De longe o corpo mais delicado.

Com um sorriso da graciosidade,
Deslumbra e encanta cada um,
Não é logo difícil se apaixonar,
Vale mais do que um gole de rum.

Na palma da mão sente-se tudo,
Uma verdadeira obra de arte,
Nem parece uma espécie terrestre,
Talvez tenha vindo de marte.

A mais pura de pele suave,
Cada toque um prazer imenso,
E mesmo que seja tão curto,
Ainda o mundo mais extenso.

(Augusto Fossatti)

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