Levados Pela Poesia

terça-feira, 6 de março de 2018

OP.5 N.21 - CRAVINA

O vento do momento, assim 
Como solara, soa lento, e
Invade violento desatento
Pensamento, mais cinzento
Que tal bosque turbulento
Ó lindo relento, tu és em
Argumento, dócil opulento
Sustento, um vero orvalho
De talento, lá acrescento
Ao belo rebento do floral
Um sentimento sedento, de
Benevolente dedicação lhe
Apresento. Vero fragmento
Sadio, vago de sofrimento
Como obséquio nevoento do
Florescer de tais pétalas
Ao triste e sanguinolento
Logrado instante lamento.
De teus espantamentos lhe
Oferto um impulso fomento
Afinal, de todo florescer
És o mais belo, beleza de
Lindas cravinas, cravinas
Dos campos, ainda divinas
São as únicas cristalinas
Que sobram naquele jardim
Famoso do Olimpo, aqueles
Deuses ainda lhe permitem
Dádivas peculiares que só
As têm, como tal lenda de
Pandora, abençoada, única
E que em verdade, absorve
Todas as atenções, e todo
Anteparo, vindo do espaço
Que há dentro de mim, tão
Certo e perfeito em todo,
Linda e perfeita cravina.

- Augusto Fossatti 

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