Levados Pela Poesia

domingo, 25 de março de 2018

OP.7 N.2 - ANJO DE LUZ

As asas negras pelo poder escurecidas,
Brilham como pedras cintilantes espelhadas,
Criadas pela magia de todo mal existente,
Nas mortes no fogo das almas queimadas.

Não há vingança ou uma guerra existente,
Apenas o lado que faz tudo o que sente,
Enquanto restringem-se de todos os instintos,
Eu lhes ofereço a pura libertação da mente.

O sucesso estrelado nos campos esportivos,
Na arte e na música, aprecio os vitoriosos,
O meu corpo está selado na tumba do deserto,
Onde coloquei minha força contra medrosos.

Fui expulso do meu reino pelo anjo tolo,
Que agora não mais tem alguma serventia,
Foi assim com minha alma enfurecida,
E sempre será com todos da mesma linha.

Não há liberdade para quem quer piedade,
Dividir os poderes com o criador é calúnia,
Apenas queria eu uma forma mais justiceira,
Sem dar razão a estas modernas besteiras.

Declaro guerra contra o usurpador inimigo,
Que nem ao menos pôde oferecer novo abrigo,
Quando me chutou de minha própria casa,
Do tanto que construí e protegi do perigo.

Não sei se tenho razão, mas tenho convicção,
Sou condenado injustamente, ninguém vê,
Que seus espíritos pertencem a um ciclo injusto,
Onde o líder faz o que quer, é delinquente.

Mas nas barreiras criadas pelas trevas, vivo,
Sou anjo de luz que ilumina o jovem sábio,
E assim eternamente passarei meu regimento,
Dominando este mundo tão frio e sangrento.

Se as trevas não têm mais forças para fazer,
Digo que posso continuar minha conduta,
E se por acaso um dia chegar a isto vencer,
Apenas comprovarei que ninguém o escuta.

- Augusto Fossatti

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