Levados Pela Poesia

sexta-feira, 9 de março de 2018

TRANSPORTE CATIVANTE DISTANTE

Dizes adeus com um suspiro,
Eu digo “olá” e desvio
(Deixo-o, e também o levo comigo).

Embora jamais havia visto,
Reconheci o rosto longínquo.
Não supões que te escrevo,
Teu olhar registrou um sonho,
Então é preciso lembrá-lo.

Às vezes necessito ponderar coisas novas.
Tu não desaparecerás, não serás um nada,
Apenas desconhecerei citar-te como és.
Eu cogitaria tirar as pedras da passagem para ti.

Descobrirei um jeito de expressar tudo
O que aquele momento poderia significar.
Imaginei o percurso inteiro o fitar que fixou.
Para sempre e nunca mais me recordarei de ti,
Portanto, quero que fiques aqui.

Andei, virei, olhei e notei,
A maneira que paralisaste
Fez-me desejar de volta todos os clichês,
Profundamente tocou o intocável;
E mesmo que não o seja, foi.

Agora observo,
Sei que te encontras não muito distante.
Tenho de considerar o oportuno...
Meu novo grão na areia.

Já experimentei o que sinto
E tornou-se obnóxio,
Anseio para não mais sê-lo,
Assim minha solidão se desfaria naquele contemplar.

Diz “olá”, mas não te vás.
Aqui estarei,
Por algo belo,
Que talvez parta.
Está partindo...

Perambulo cá para lhe localizar,
E isto continua somente durante este dia,
Pois desserve-me demasiado fantasiar.

Para sempre e nunca mais procurarei.
Eu apreciaria o encontro de alguns pensamentos,
Desfrutaria concretizar ilusões perdidas
E gostaria de informar-te que aqui estará.


2014,
Thais Poentes

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