Levados Pela Poesia

domingo, 15 de abril de 2018

A FACE DA DESOLAÇÃO

Para que permanece
E lateja?
O passado não desdenha.

Explorei muitas ilhas,
Parecem um pouco com esta daqui.

Outra manhã nasce,
Estou distante...
Idealizo meu lar.

Ouço sua voz no horizonte,
Dentro há um vazio,
Posso sentir.

Vejo seu corpo ao chão,
Penso em erguê-lo;
Ele não está mais ali.

Outra noite cai,
Aqui jazo.
Minha carcaça isolada
Escreve o testamento de incerteza.

O que ela diz?
Tão baixo...
Meu périplo.

E o que poderia estar aí?
Não há nada aqui.
Quando tudo o que sei
Eu duvido e não vivo.

2014,
Thais Poentes

Nenhum comentário:

Postar um comentário