Levados Pela Poesia

segunda-feira, 2 de abril de 2018

A LUA QUE BRILHA COMO O SOL

Há algo em teu olhar,
Não posso simplesmente rejeitar.
Alguma coisa muda em minha mira
Depois de apontar à tua;
Observas-me serenamente,
Cativas meu espectro
E incides sobre o lastro.

Um ensejo contente,
Mesmo que descontente,
Afinal nada é válido para lhe considerar,
Pois há o que nos estorva,
E está em ti
E ao teu redor.

Mas saibas tu que se encontra mais
Do que acreditas
Ao teu contorno,
E é o meu fitar,
Procurando-te saudosamente;
Estimando lhe conceber, remoto,
Nascido de um notável charme;
Sua dirigente não passa de uma
Afeição juvenil.

Essa ternura em um ser
(O qual pode assim não o ser,
Ainda que seja
E é
Para mim)
Guia-me à atração. 
Tua fleuma selvagem
Transforma delicadamente
Minha emoção.

É tenro,
Palpitante,
Tamanha devoção,
Tão indeclinável...

Nessa Astrologia
Teu Sol
E minha Lua
Trazem o fogo de Vênus.

Quem poderia dizer,
Ulteriormente ao longo ciclo,
Estaria eu, enfim, transpondo em
Uma nova flama.

Agosto de 2015,
Thais Poentes

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