Levados Pela Poesia

domingo, 15 de abril de 2018

ESCARCÉU DE UMA PROFUSÃO DE DELEITE

Mapas e milhas
Visam o mármore
Rijo
E a prerrogativa do dado
Salvatore.

Desaparece com a clareza,
As lágrimas de seu manto
Beijam a palma do vendaval.

Se quer ser discernida,
Não ressoe uma forma fixa,
Minha estimada.

Não posso dilucidar os intentos
Das letras disléxicas minhas,
Do pano desbotado e rasgado
E das cordas desafinadas da tua garganta.

As águas do oceano desvendarão
A naturalidade do martírio.
Um significado incerto, decerto.

Um furto de sufoco pelo ar,
Dos ventos que enfatizam seus cabelos,
Bate seu fascínio em meus olhos,
É distinto.

Sim, tudo terá uma canção de ninar,
Assim como estes versos vacilantes,
Meu sectarismo.

O afluxo do alabastro
E o som de uma ode
Para ti,
Meu estro.

Extraindo a velocidade tóxica do ânodo,
Suas mãos estão fleumáticas,
Agarram o bolero apáticas,
Meu denodo.

2014,
Thais Poentes.

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