Levados Pela Poesia

domingo, 8 de abril de 2018

EXCLAMAÇÃO CRÍTICA

Ouvi um ruído estranho, rompido do sussurrar.
Era aquela a minha Voz?
(Como eu, uma infeliz),
Acabei por não dar nenhuma importância.
E o que poderia fazer se meus sentimentos
Não são coerentes com tuas lamentações?
Ah, este meu egoísmo explícito!
Dá-me o adjetivo que julgar apropriado.

Cita meu nome, tu não me conheces
(E isto pode te queimar interiormente).
Chama-me, e presente eu não estarei
(Percebes, não para ti).
Estarei distraída enquanto exclamas
(Depois concordarei contigo, mas,
De fato, desejo apenas teu silêncio).
Diz algo, algo banal –
Senta-te no teu trono de recordações!
Estarei dormindo.

Contenta-te,
Ainda não o disse verbalmente.
Ri tu em tua maldição.
Vai-te logo, sem tardar!
Há muito mais do que poderias perceber.

Então vê o que é verdadeiro:
Riso ou pranto?
Para onde irás tu quando nada mais fizer sentido?
Ah, tu vens para cá... sentares-te comigo.
Mencionas aonde pretendes chegar
E do que sentes falta.
Pois mente! Porém dizes tu,
Até teu cogitado amigo te enterrar.
Pisquei por um segundo e tudo desvaneceu –
A benção que nos trai...

Não acreditas no que eles apontam como bom.
Mergulha no teu próprio mundo esgotado
E desenha.

Como tu te sentes?
Alguém está a lhe matar por dentro,
O teu corpo estremece.
Olha para mim, o que estou a estabelecer?
Um esplendor em tua manta?!
Acorda!
Qual teu sistema de subsistência?
Algo acidental?
És capaz de citar algo sem revés?

Atentei-me ao misero choro,
Era sobre a capacidade limitada,
Que lhe impede de ir adiante.
Rebelde, pretende mudar o que não o crê.
Em sua dimensão há um sinal tão perfeito...

Tu deste uma bela volta quando correste,
E eu não te culpo.
Ansiei que tu soubesses o que isto significa,
Porquanto desconheço.

Procuro algo, algo real.
Mesmo que isto quebre meus ossos, eu irei...
E critica-me, portanto.

2013,
Thais Poentes

Nenhum comentário:

Postar um comentário