Levados Pela Poesia

segunda-feira, 9 de abril de 2018

MEU CANTO LÚGUBRE PARA A LUA, parte II

Distinta como as noites de domingo,
Apenas me esgoto enquanto balanço
E tu nos sustentas.
As lágrimas formam o meu indulto condigno.

Urano foi meu mentor;
Mercúrio há de ser o princípio;
Júpiter é minha possibilidade,
Vênus é sua raiz;
Netuno é o desfecho;
Saturno é minha regressão;
Plutão é minha indefinição;
O Sol é meu único inciso;
E tu és meu presente.
Teria eu algo além das fantasias?

Levo o canto lamentável,
Concedido das desventuras.
Um indivíduo suplica que eu resista,
Só cogito me livrar disto.

Meus fatos têm tua cor,
As delineações denotam teu recesso.
Modulada a dimensão do eixo,
Estou a negar os sentidos,
Deixo com que tu me componhas.

A noite está aqui,
Chega a falsa liberdade que presencio sob ti.
Meus movimentos oscilam conforme o mandamento.

Ao deleite desta canção de natureza eruptiva,
Trago-te a tortura eufêmica,
Canto-te a estima aflita.

2014,
Thais Poentes

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