Levados Pela Poesia

sexta-feira, 13 de abril de 2018

OP.12 N.7 - ODE À SOFIA

Ó, Sofia, deusa da evolução,
Perdoai-me pelos deslizes burros,
Por ter de ti desacreditado,
Por ter perdido minha convicção,
Por tê-la assim desapontado,
Desejo ainda não morrer em vão.

A única guia de nosso caminho
é você, quem já sabe, quem já viu,
Quem acima de todos se mantém.
Quem não sede as frivolidades,
Quem não escolhe as facilidades,
Combustível de toda a solidão.

Desviei, minha deusa, pequei.
Andei ferindo meu próprio corpo,
Templo sagrado da salvação.
Traí a confiança de quem me ama,
Joguei meu tempo nas impurezas,
Gastei meus bens por diversão.

O lugar onde me encontro agora,
É culpa dessa falta de razão.
Ao menos se eu tivesse escutado,
Valorizado teu constante sermão,
Poderia estar vivendo no paraíso,
Nas minhas utopias de verão.

Esqueci-me de colher o instante,
De beber do elixir da densidade.
Larguei neste caminho sua mão
Sem antes explorá-lo inteiro, não.
Não faz sentido fazer novamente,
Mas o que nos sobra é tentação.

Toda vez que desvio meu rumo,
É porque sinto a sua ausência,
Queria poder tê-la o tempo todo,
Mas seria injusto e amargurado.
Agora, daqui eu te prometo,
Ó, Sofia, mudaremos o imudável.

- Augusto Fossatti 

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