Levados Pela Poesia

segunda-feira, 9 de abril de 2018

OP.7 N.5 - ACHILLES CONTRA HECTOR

No mundo passado e distanciado,
Vaga tão longe o guerreiro imortal,
Cortando as terras tão cansativas,
Atrás da vingança e da glória eterna,
Que mata e trai as expectativas,
Mas não se transforma em alguém,
Que larga seu nome para o bem,
Só quer seguir e buscar o presente,
Só quer achar o guerreiro também,
Que corta a garganta de seu amado,
Coitado, que estava desesperado,
Por não poder travar a maior guerra,
A maior de todas do planeta Terra.

Viajou um milhão de finos grãos,
E guiado por seu escudo ivulnerável,
Sua pele escaldante imperfurável,
Músculos de pedra, belos e notáveis,
Onde nunca houve apenas um corte,
Se aproxima daquele enorme muro,
Protegido por arqueiros perfeitos,
Que travam o alvo de muito longe,
E não erram a flecha mais veloz,
De todos os exércitos do velho Egeu,
Que cruza o mundo aqui conhecido,
Mas antes que pudesse ser punido,
Heitor não deixou tal acontecido.

Desceu com o medo se despedindo,
De todos aqueles que tanto amava,
Cruzou as portas da cidade perfeita,
E com o outro falou algumas palavras,
E antes que pudesse ser completada,
A conversa acabou nos passos leoninos,
Atacante e forte, imenso e agressivo,
Buscou matar seu adversário fraco,
E em espadas cruzadas surgiu sangue,
Nas pernas do domador de cavalos,
Que caiu no chão quase morrendo,
E tomou o último golpe dos pecados,
Sujando a areia dos mortos coitados.

- Augusto Fossatti

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