Levados Pela Poesia

segunda-feira, 2 de abril de 2018

PARAÍSO DO MEU CORAÇÃO

Arruinei a força do paraíso,
Acabei por arrasar meu sonho.
O Amanhã já não será concebido.
Nesse fim, enfim, meu recomeço.

Desgastei uma distância
Ao não deixar o pranto escorrer,
O que forçou minha mente
Desejar que sempre fosse noite,
Trazendo um abismo particular.
Nessa rigidez estava minha serenidade.

Por volta dos sorrisos vem o oculto,
Dos ventos algo tão frio,
E das memórias...
As folhas continuam a cair.

Da luta arrasada por um Fevereiro
Espero alguma consideração mexida.
Está tudo ali, o paraíso que há em meu coração.
Esse abraço trouxe minha solidão.

Um Sobro culpa toda raiz estendida,
Em suas veias corre a nitidez
De todos os “Eus” cogitados
E descartados.
Dos pequenos veio acromaticidade.

Eu forço uma divergência,
E ela desvia.
Perdoe todos os lugares abertos se findando...
O Todo é nossa instância.

Nesses aromas sinto o cheiro do pesar;
Veja na nossa liberdade a culpa;
Em nossa compaixão só existe angústia.

Em algumas ilhas perdidas
Eu fiquei por segundos.
Ao me deparar com paraísos,
Descobri corações.
A multidão de cada paraíso
Nada mais é do que o acúmulo
Das consequências.

O paraíso conhece nomes...

2013-2014,
Thais Poentes

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