Levados Pela Poesia

domingo, 15 de abril de 2018

QUE AVENTURA?

Agora que pensa sobre o que não lhe atenta,
Está com a alma insatisfeita.

Tudo o que ensurdece,
Como os ruídos do silêncio,
Nada mais pode soar
Senão algo para acalmar.

Não compreendo,
Não desejo calma.
Quero folia,
E ainda é de dia.
Ora! Tem hora?

A demora daquele instante
Não vai embora.
Onde está o fervor que citou?

O que esperar da vida
Se em seu decorrer
Apenas sonho?

Fui para o abrigo,
Tranquei a porta.
A manhã de orvalho aquece
As paredes da antemanhã.

Sinto-o,
Não o vejo.
Que desprezo...

Não posso fechar meus olhos,
Não encontro o tal conjunto,
Nem na sutileza de um segundo.

Não vai,
Não fica –
Não em uma noite de insônia.
Estive tão agonizada em minha cama.

Não foi rápido,
Tampouco sincero.
Guardei meu louvor
Na sepultura de um mistério.

Cogitei fugir,
Mas temi me perder.

Os olhares me trazem memórias
De cantorias.
Aquele astro redondo e prateado
Perdeu-se entre os amedrontados,
Nada mais atenta.

Lamento cada sopro
De quem não sabe soprar.
Suponho que constantemente morrerei,
Só não afirmo se ainda viverei.

Não foi despejo,
Não foi grave, –
Olha a mente – nem foi contagem.
Desvantagem?
Reconheço o seu ser
E não confio em você.

2013,
Thais Poentes

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