Levados Pela Poesia

domingo, 8 de abril de 2018

SENTIDOS E RAZÕES

Por que agi daquela forma?
Para seu próprio bem,
Não tente descobrir.
E se eu pensar em cometer uma loucura,
Peço-te, por favor, não tente me impedir.

“Não faz sentido”.
Eu não sei. Alguém disse.

Minhas ações não refletem em conquistar o mundo –
Atingia-me vê-lo ao redor;
Talvez fosse demasiado profundo para mim,
Nunca compreendi com precisão tal sentimento;
Em minha imaginação ele não me alcançara.

Se alguém me indicar algo verdadeiro,
Neste momento nada pode me significar.
Não há muito o que se esperar
De uma mente fora de sintonia,
Que vive incrementando a bagunça
Quando sai de seu casulo,
Leva, então, os sentimentos para afogá-los
Em algum outro mundo...

Escasso de sentido,
Não vejo controle em meu ser.
Afasto-me da luz, ao contrário de Platão,
Para me aproximar da razão.
Nada mais sinto.

Desta vez é diferente,
Não existo.
O que existe é esta faca em meu peito.
Soa-me estranho,
Não sou mais a vítima
E nada do que eu diga contém valor.

Desmerecedora do “novo viver”,
Esta condição derivada dos sintomas da maldade...
Recíproca é minha indiferença,
E eu não cairei.

Indago se o ocorrido não tem sua raiz
Da minha primeira libertação,
Quando tudo parece estar ferido, uma vez rompido.
Como poderia eu agradar quem confia na própria concepção
Se sei que é tão fajuta quanto a minha?

Seres engatilhados,
Minha atenção não poderia ter desviado.
É provável que isso faça parte de uma leve tristeza,
Já que não entendem a inocente intenção de qualquer emoção.

Ser cruel, nunca o foi.
É certo o seu erro ao condenar quem não errou ao errar.
Sem sintaxe, sem semântica.
Não enxergam?!

Palavras de gelo se moldam em uma lança,
Qual me perfura.
Conseguem ver o sangue derramado?!
É do falecido sorriso que fora julgado.

Meu ser ainda continua firme.
Não sou de aço,
Porém tomarei tal postura.

São tão semelhantes em suas banalidades.
Creio já poder ressuscitar um sorriso.
Não me assemelhe ao esquisito,
Pois é absurdo comparar o papel à árvore.

Alguns levam consigo
Tamanha boa vontade ativa,
Enquanto outros esguicham
A indolente malignidade de suas hipocrisias.

Acontecimentos repentinos que alteram
Suas perspectivas e seus sentidos:
Fora aberta a porta de seus medos.
Desgostos levam a atitudes duvidosas –
Algo que enfrentei certo período sozinha.

A batalha que ganho
Dá início à guerra interna.

A ponderação primária me acompanha no escuro,
Estúpidos a expõem aos holofotes.
Todavia, estão eles certos,
Afinal é tudo o que o alheio consegue notar!

Afundam-me as esperanças do bem,
Acabam com elas o sentido e a razão.

2012,
Thais Poentes

Nenhum comentário:

Postar um comentário