Levados Pela Poesia

segunda-feira, 23 de abril de 2018

SHOW TEU

Não desejo teu olhar,
Não desejo tua pintura.
Morri a cada riso teu
E tua voz me trouxe confusão.

Daqui vou eu
Para o caminho da perdição.
Terei de me sobrepor
A cada louvor.

Não irei lhe enviar
O sopro do luar.
Não há por que em palavras explicar
A rejeição do saber de tua vinda ida.

Pelos letreiros passamos
Ao ouvir o sussurro
Que dizia aos nossos espasmos:
"Não siga teu urro casmurro".

Não é um surto qualquer,
Esvanece-me aquele malmequer.
Não desejo tua beleza,
Não desejo tua fortaleza.

Morri a cada toque teu,
E dali parti da performance...
Ela viu-me negar o que não é meu:
O fracassado romance.

A insensibilidade do teu considerar
Levou-me a somente tristeza acatar.
A árvore da arrogância não nasceu em mim,
Suas raízes te cegaram

E levaram-te a nisso acreditar,
Com teu muro de Berlim,
Na força que vem ti, assim,
Sem ao menos tua fraqueza observar.

Não há surpresa em nossa indiferença,
Teu estabelecimento fora definitivo.
Não desejo tua sentença de descrença,
Não desejo teu adesivo alusivo.

Nasci a cada noite de ira,
Meu soluço foi consecução.
E agora irei à açoiteira,
No festival da dissolução.

Janeiro de 2017,
Thais Poentes

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