Levados Pela Poesia

domingo, 22 de abril de 2018

VERTENTE DA MEIA-NOITE

O fardo que levo como instigante
Mostra agora sua aura,
Por me derrubar
E me levar ao meu próprio funeral.

Lá há flores secas que eu me trouxe,
E não enfatizo meu remendo,
Pois meu sossego é impertinente.

Toda e qualquer presença me é desprezível,
Assim como o sou,
Pelo fato de tudo ser demasiado.

Hoje é um dia dado,
É o último,
Está acabado.

Dezembro de 2014,
Thais Poentes

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