Levados Pela Poesia

quarta-feira, 2 de maio de 2018

DESLUMBRE DO OLHAR

Imagina palavras disléxicas
Trafegando novas rondas ocas
Nos fluxos de cores cegas:
O impulso do passo para partir.

Esta estação ofuscou o evitamento,
Que não se interromperá novamente.
A clemência irá, como uma rude criança
E sua timidez,
Até seus vinte e tantos anos
(Oh, que triste!), corroer todos os teus ideais.
Mas ela não o faz tão bem.

O sonho da incógnita que deseja ser real
Não é grande coisa.
Ela pode não ter subvenção
E nenhum fluído.
Realmente, nada disso tem importância.

Não estás sorridente, tampouco ardente.
O que são todas estas tentativas frustradas
De um novo ser?!
Os erros estão corretos,
O problema é o excesso.

Peço-te:
Para a leitura
Se estiveres compreendendo a essência.
Salva sua vida,
Se tiveres uma.

A trilha está sendo traçada pelo suposto fato.
Ela já foi cedida de tantas formas...

Tu podes não ter motivação
Ou solução,
Podes ser tão vazio quanto tua especiaria.

Não estou envolvente
Ou eminente.
A não amável:
Não está coerente
Ou imprudente.
Não sonífera.

A dúvida do instrutor é lamentadora,
Tão bem que invade o invasor,
Tão real que oprime o opressor,
Tão vazia que
A queda da lágrima ecoa
No fundo do poço – à isolação.

O que escrevo: escrito;
O escritor: descrito;
O pessimista convicto
E a clareza da escuridão.
É tudo alucinação.

2014,
Thais Poentes

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