Levados Pela Poesia

domingo, 20 de maio de 2018

O RUÍDO DO SILÊNCIO

Deitei sobre folhas outonais
Acarretadas pela palma do vento,
Esbarra em meu rosto a semi esperança.

Ouço a chuva cair,
Posso deferir os pingos ao baterem no chão,
Mas, esses pingos não são da chuva,
São as lágrimas
Diretamente do meu coração.

Uma dança imóvel
Aprecio no silêncio,
A cantoria sussurrante
De Novembro.

E algo que se desfez,
Não se faz mais.
Vi um olhar sorridente
No reflexo de um olhar inerte.

A pulsação da desolação
Pode nos desnortear
E a flor
Nunca mais brotar.

Abriga consigo ilusões,
A lua nova mostra toda sua beleza
De não estar ali
E ao mesmo tempo estar.

Relaxa o físico,
A mente não segue seu ritmo,
Os sentimentos confusos são;
Os confusos são sentimentos.

E, ao repousar,
Lá estão os estalos das folhas,
Fazendo fragor ao reclino.

Novembro de 2014,
Thais Poentes

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