Levados Pela Poesia

segunda-feira, 18 de junho de 2018

UM PSEUDO-ENLEVO

Conceba teu corpo sobre o meu,
O segundo está entregue
Em um prezado lugar.
No enleio amoroso,
Somos cativas do deslumbre em brasa.

Minha boca
Sedenta
Saboreia a tua,
Essa é a vestimenta
Da nossa biunívoca época.

O mundo lá fora não existe,
O que subsiste sou eu
Envolta aos teus braços,
Quais me tomam com intensidade.

Minhas mãos que te sentem
Vigorosa e suavemente...
Ah... tua pele,
Teu rosto.
Elas te aproximam como um astrofísico
Que deseja conhecer todo o universo
Diretamente,
Alucinado.

O acalento cessa
Por apenas segundos,
Nos quais eu fito a profundidade
Dos teus olhos lúgubres.

E minhas mãos travessas,
Com tamanha avidez aos atos dos meus lábios,
Tocam teu ressalto tentador,
Com a força da afeição.
Inevitável e igualmente, o mesmo
Rouba a atenção da minha mira.

Nossa carne desvaira,
Em eloquentes sensações,
Vivenciamos a essência da luxúria.
As palpitações dos nossos corações
Agora estão em perfeita simetria.

O frenesi é
O descontrole que nos controla
No balanço do colapso,
Nutrindo a lascívia,
Enfatizando os olhares ferventes.

Nesse desatino,
Nada mais somos do que dois seres
Atraídos e enfeitiçados.

Abril de 2015,
Thais Poentes

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