Levados Pela Poesia

domingo, 17 de fevereiro de 2019

VIR A SER

O que ser?
O que não ser?
E por quê?
E daí?!

Mudar para quê?!
Insistir em quê?
Alternância de estilo?!
Isso eu fuzilo.

Vê o toque rútilo?
Algo que posso retrucar.
Nada que eu receie,
Veja, seria simples demais aceitar.
E o que constituiria a minha desfavorecida essência?
Não peço que a abranja,
Qual motivo existiria além da receita?

Importar-me não me apetece,
Seguir assim como desenhei me esplandece,
Basta acompanhar a linha segura de minha afirmativa.
Sou o que sou e devo ser, é minha prerrogativa.

A relevância é o contentamento
Que deve comparecer.
Incompreensível, lhe digo:
Todos podem atingi-lo,
Até um pobre ser!

2012,
Thais Poentes

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