Levados Pela Poesia

terça-feira, 3 de setembro de 2019

DUETO (OP.19 N.6)

Por que começo este poema?!
Por que não?!
Porque eu quero que você comece.
Porém, agora ele já começou.

Então continue.
Continuá-lo-ei então.
A continuação é muito contínua,
E este pode ser nosso refrão.

A mulher senta, a mulher levanta.
O casal anda, confuso.
Confuso é este refrão.
Mas não nos dá uma boa sensação?!

É verdade, mas odeio casais de montão.
Que maldosa observação.
E tudo é tão em vão,
Como alimentar um cão.

A mulher esquisita, com seu óculos esquisito.
O velho no fim de sua vida.
As sacolas que as pessoas carregam consigo.
A simplicidade é um verdadeiro galardão.

Por que um alimento tão caro?! – Outback.
Por que um vestido tão aberto?!
O que é belo deve ser exposto?
Talvez, ou talvez o oposto.

A qualidade é tão exorbitante.
A claridade é excitante.
Um sorvete é radiante.
E nós aqui somos mutantes.

Um olhar, um flerte.
E o velho vai embora.
O casal parece estar pedindo esmola,
E a calça tão apertada que parece cola.

Um caminhar sem firmeza,
Um olhar oriental,
Uma tatuagem ou uma bicicleta?!
Um vazio silencioso, ou uma ilusão?!

Eles conversam, eles soltam gargalhadas.
Ela arruma o short entre as pernas.
É tudo tão passageiro,
Como este momento tão bonito.

A poesia não morrerá, porém este poema tem de acabar.
Foi bom observar este lugar.
Agora vamos embora,
Ou vamos morrer aqui, e nunca mais pisar lá fora.

Fim.
PS: Adeus, planta.

(Dueto por Augusto Fossatti e Thais Poentes)

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