Levados Pela Poesia

domingo, 1 de setembro de 2019

LONGA VIDA (OP.4 N.6)

Neste mundo você vai crescendo,
A responsabilidade vai aparecendo,
As cobranças começam a surgir,
Os maduros começam a te exigir.

Mas para que tudo isto, tão flácido?!
Tudo vai acontecendo tão rápido,
E quando não consegue mais olhar,
Não vai querer aqui mais esperar.

Nunca foi de vida esta uma razão,
Não existe então uma real questão,
A questão é por que devemos viver,
Se nós todos vamos desaparecer?

Mas as mudanças vão perseguindo,
O blá-blá-blá nos vai coagindo,
E para trás nós vamos cavalgando,
Enquanto outros estão lá pensando.

Nossa miséria é não ter sabedoria,
Se a tivesse o que queria saberia,
Entretanto nós somos influenciados
Por parentes tampouco estruturados.

Ideais estrangeiros são inseridos,
Deixem os nossos, bem esquecidos,
Nossa vida não importa afinal,
Querem consertar sua vida social.

E assim novos tempos aparecem,
Aos poucos estes ideais crescem,
Mas quem pode no final nos avisar
Que esta é uma forma de nos julgar?

E passeando nesta linha estreita,
Tal qual chamamos de longa vida,
O segredo é se acalmar e passear,
Talvez assim achemos uma saída.

O medo é grande na hora de mudar,
Porém de fato preciso lhe contar,
Se não estiver pronto para vencer,
Estará eternamente fadado a perder.

A derrota deturpa a tua libertação,
Mas não deve atrapalhar sua ação,
Pois todos aqui somos porcos sujos,
Não passaremos de meros marujos.

(Augusto Fossatti)

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