Levados Pela Poesia

quarta-feira, 22 de julho de 2020

AH, NEM SEI

Ela é meu amor?

Não superei o passado de tantas formas,
Com tantas além dela.

O que estou tentando dizer?
Eu não sei.
Eu a amei como jamais amei alguém,
E hoje simplesmente não sei.

Era obsessão?!
A forma de um sucesso em realidade...
Mas que realidade mais torta!

Depois veio uma bela garota,
Tão bonita por fora
E tão quebrada por dentro.
Tentei deixá-la perfeita para mim,
E me arruinei junto a ela.
Ela voltou para o que a assombrava,
Passando a me assombrar.

Então senti falta da minha velha assombração.
Eu senti falta do meu grande amor,
O mesmo que veio até mim
Em uma noite qualquer...
Com outro alguém.

E quem procuro dessa vez?

Falando em aparição...
Eu consegui amar uma a mais,
Ela era um pesadelo em carne viva,
E ainda assim a amei.

E, novamente, voltei para meu antigo amor.
Mas é amor?!
Eu não sei o que vejo através das palavras,
Dos dois lados, aliás.
Não estou sendo hipócrita,
Talvez falsa com o fato esquisito.
Não sei o que sinto.

Um monte de coisa remete a um monte de coisa.
Eu queria parar de roer minhas unhas
E viver um conto de fadas perfeito.

Até tentei aceitar a realidade,
Eu fui nessa linha, é verdade.
Pensei comigo... não era para ela tentar me confundir,
Já que minhas ideias estavam supostamente claras.

Todas as noites estou em casa,
Com a minha felina ao meu lado,
E olhe lá.

São falsas impressões,
E ainda que eu negue,
Não passo credibilidade,
Nem quando afirmo,
Não tenho nada no que digo.

Eu voltei para o esporte,
É minha grande paixão,
E quando estou em cena,
Já não consigo me entregar totalmente...

Será que morri por dentro?
Às vezes acredito que sim,
Noutras já nem sei.
Porém, percebo,
Estou morta... de alguma forma,
Algum pedaço meu está podre dentro de mim.

Novembro de 2019,
Thais Poentes

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